terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A Hipocrisia do Natal


Pergunte a uma criança o que ela entende por Natal, certamente ela responderá algo relacionado a presentes. Para mais quantas pessoas Natal significa só ‘presente’?  Aposto que para muitas, infelizmente.
Estou em dúvida se fico totalmente indignada com as pessoas que resolvem fazer algo de bom apenas e somente em Dezembro, por causa daquela coisa de ‘espírito natalino’ ou se eu fico até feliz porque pelo menos uma vez por ano alguém faz o bem.
Odeio o Natal. É tudo falso. Decoração falsa. Sorrisos falsos. Abraços falsos. Caridade falsa. Bondade falsa. Neve falsa, e pelo amor de Deus, no Brasil é verão!
Digo-lhes uma coisa, há crianças durante 365 dias passando fome e não apenas 31 dias do ultimo mês do ano.
Enquanto você abre seu vídeo-game de ultima geração, ali, do lado de fora, há uma criança que daria um braço por meio pão velho.
Ao invés de cear com a família comendo do bom e do melhor, eu preferia estar distribuindo comida na madrugada para quem não tem uma migalha, ao invés de receber presentes que uma semana depois têm como destino o lixo, eu preferia estar na companhia de crianças carentes fazendo-as sorrir e mostrando-lhes o que é Natal, ao invés de ter que abraçar parentes que me destroem pelas costas, eu preferia estar fazendo o bem para alguém que realmente precise.
É isso que você vai ensinar aos seus filhos?

domingo, 5 de dezembro de 2010

CAMILA BITTENCOURT ♥


Talvez alguns aqui saibam quão confortável é encontrar alguém que compartilhe das suas idéias mais polemicas. Eu encontrei, e achava que no mundo inteirinho apenas eu me revoltava com certos comportamentos humanos.
Estamos construindo uma grande amizade, repleta de respeito e admiração mútuos. *-*
Ah! Dona Mila, eu adoro você. E ser sua amiga é uma grande honra.
Obrigada por me compreender ou tentar e obrigada por existir.
Saiba que eu estou aqui, para ouvir, aconselhar (não que meus conselhos sejam lá alguma coisa), para criticar, conversar, rir, cometer atrocidades com crianças (6), fazer sopas esdrúxulas, arrumar suas fotos, tietar seu blog, opinar, me revoltar com você, para mudar o mundo... Enfim, precisando é só chamar.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Adolescencia

Ser adolescente é assim: é ser incostante, exagerado e intenso.
Quando damos para amar colocamos na cabeça que é para sempre. Quando damos a odiar... Sai de baixo. Um mix de sentimentos. Ser adolescente é como uma mulher na TPM, em apenas um dia: choramos, rimos, amamos, odiamos... E ás vezes esses sentimentos variam em questão de minutos.
Mas gostaria de falar da complexidade dos amores adolescentes. A maioria de nós, acha que vai passar o resto da vida com seu primeiro amor, e essa vontade, essa paixão é tão gostosa de sentir. É como se a unica coisa no mundo inteirinho da qual precisassemos fosse só aquela pessoa. A alegria que ESSA pessoa nos causa, a saudade tão dolorida. Ah... É tão bom. O sentimento de que o mundo vai acabar. Borboletas no estômago.
Não esquecemos nosso primeiro amor e também não esquecemos a dor do primeiro amor.
Quando termina, sentimos uma dor muito sólida, desejamos morrer, choramos litros e litros, quantas noites sem dormir, quantos dias trancafiados em casa sem vontade de sair, sem vontade de comer.
Quando alguém nos diz que vai passar, geralmente pensamos "Ela não sabe de nada, qem sofre sou eu, não ela, é muito fácil dizer que vai passar". A verdade é que passa, e ás vezes passa mais rápido do que poderiamos imaginar e já estamos prontos para outro amor, mais um amor verdadeiro e eterno. Nada que nos digam em nossa nostalgia nos fariam perceber que há nexo nesses conselhos que desprezamos, porque em nós dói, dói de verdade, e vai doer mais dez, quinze, vinte vezes, até que possamos aprender. Essa dor é nessária, é essa dor que nos faz crescer, aprender e em poucos meses olhamos para o passado e nos sentimos idiotas por termos chorado por aquela pessoa, por ter acreditado que era amor e que seria para sempre.
Ser adolescente é uma dádiva. É engraçado como tudo vira motivo para um estresse básico.
A expectativa de um amor...
Ficamos, nos apaixamos, esperamos que vire namoro, quanta ansiedade!
A espera de um telefonema, uma menssagem, um toquezinho, um sinal.
Doce adolescencia.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Só tragédia ^^


Era uma vez uma princesa, cuja família era muito rica, porém, seus pais não desejavam uma filha, queriam gozar de toda a fortuna sem incomodo. A menina cresceu criada pelos empregados, que a tratavam com muito amor, mas ainda não era o suficiente. Ela queria ter um pai e uma mãe.
Quando a princesinha atingiu certa idade, seus pais lhe disseram que ela só herdaria o dinheiro caso trabalhasse e mostrasse que poderia viver sozinha.  Apesar de serem pais ausentes, eles a amavam e queriam que ela pudesse se sustentar sozinha caso um dia algo terrível acontecesse com o tão estimado dinheiro.
De acordo com a lei do menor aprendiz, a princesinha começou a estagiar em uma casa de costura aos catorze anos.
Enquanto seus pais viajavam, ela trabalhava, cuidava do Castelo e arrumava seu próprio quarto e toda semana ela recebia um chaveiro de lembrancinha. (¬¬)
Tudo ia bem! Eis que ela passa a despertar a inveja de suas coleguinhas de trabalho. A menina mais feia, má e invejosa, contava a sua mãe todos os dias que a princesa costurava melhor do que ela, era mais bela do que ela, era mais independente do que ela e que era uma PRINCESA! (Oooohhhh) A mãe da invejosinha mirim, tão ou mais invejosa do que a própria filha, mancomunou-se com a Bruxa de plantão para bolarem um plano infalivelmente maléfico para destruir a princesinha. Elas tentaram enfeitiçar uma agulha, mas depois da Bela Adormecida as agulhas passaram a vir com um protetor de feitiços de fábrica, elas pensaram em envenenar uma maçã, mas não era original. Então deixaram o tempo passar e encontrariam a forma perfeita (e original) de acabar com a princesa. Por algumas vezes quase que desistiram de fazer mal a inofensiva princesa, afinal, ela já era fudida mesmo. A Bruxa dominava o tráfico de entorpecentes da região; começaram então um plano para acusar a princesa de porte ilegal de cocaína. Original, maléfico e fail! Não deu certo.
Em um belo dia, um certo avião da TAM despenca, esse fato não mudaria a história, caso os pais da princesa não estivessem á bordo.
E a cada dia que passava, ficava mais difícil ferrar a princesinha, isso já acontecia naturalmente. O núcleo de vilões da historia resolveu apelar para o clichê, afinal, deu certo tantas outras vezes. Contratou um modelo, lindo, loiro, olhos azuis, essas coisas... Prometeram um bom dinheiro para que ele conquistasse a princesa e depois pisasse em seu coraçãozinho.
- E aí, princesa, vem sempre aqui?
- Saí fora bonitão. Da fruta que você gosta eu como até o caroço!
E por essa o núcleo malvado não esperava. Uma princesa GAY! (OMG!)
A cada dia que passava ficava mais difícil de fazer mal a princesa.
A Bruxa comprou a casa de costura, na qual a princesa estagiava, e ofereceu-lhe um cargo permanente, só precisava de uma assinatura. A princesa, inocente assinou sem ler, (crianças, nunca façam isso) na verdade o que ela assinara fora um documento dizendo que doava de livre e espontânea vontade TODO seu dinheiro para a Bruxa, mas o cargo de costureira ainda podia ficar com a princesa.
A princesa se empenhou, trabalhou duro, juntou uma grana massa e pagou uma faculdade. Formou-se em moda, criou uma grife para princesas desamparadas e estava ganhando muito dinheiro. Em sua profissão, conheceu várias mulheres, fez sexo com muitas delas, pegou uma DST aí e fiou bichada.
Quando descobriu a doença entrou em depressão, passou a usar drogas e um pouco mais tarde descobriu câncer de mama, retirou a mama esquerda e ficou careca.
Encontrou, no meio dessa confusão o amor de sua vida, a mulher que esteve ao seu lado quando nada ia bem, sua amiga de infância, a filha da cozinheira. Apaixonaram-se.
A filha da cozinheira cuidou com muito amor e dedicação da princesa falida, chegando até a curar seus enfermos. Tudo ia bem novamente.
Em mais um belo dia, a princesa resolveu fazer uma noite especial para sua amada, uma noite mais caliente, passou em um sexshop comprou brinquedinhos, comprou flores, comprou chocolate...
Estava toda feliz indo para casa. Quando chega em casa vai direto a cozinha buscar uma cerveja e se depara com sua amada fazendo sexo em cima do fogão com o modelo que tentou conquistá-la em uns parágrafos a cima.
Um mês depois a princesa falece.

NO dinheiro, NO felicidade, NO for ever!

FIM!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A Criminalidade


A criminalidade está fechando o cerco. A vizinha foi assaltada, a filha da mulher do banco foi seqüestrada, o moço do posto levou bala perdida, entraram em um condomínio de luxo e roubaram cinco carros.
Pouca policia ou muita criminalidade? Drogas, necessidade ou crueldade?
Medo. Insegurança. Impotência.
Bandido solto e o inocente preso, cada vez mais preso. O pai não dorme enquanto o filho não chega o filho não dorme enquanto o pai não chega, a família não dorme mais.
Grade nas janelas, arame no portão, cerca elétrica onde der, três alarmes em casa, câmeras nos muros e cinco fechaduras nas portas. Quando o vento bate na janela a mãe acorda e grita “É ladrão!”.
Criança em casa, e o homem livre está preso, cada vez mais preso. O moço no mercado disse “Bom dia”, a mulher saiu correndo achando que era assalto. Tem arame até no papel higiênico.
Pena de morte não diminuiria a criminalidade, mas diminuiria criminosos. Sou a favor.
“A culpa é de quem? E a culpa é de quem?” ♪
Não se sabe quando, mas a cada dia que passa a certeza de que a sua hora está próxima só aumenta. É apavorante.
Quanto vale seu celular? E a sua vida?

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Parentes inconvenientes

Ou você tem ou você é.
Sabe aquela pessoa que chega à sua casa abre a geladeira, deita na sua cama, muda o canal, liga seu computador, toma seu iogurte, abre as gavetas, dá bronca no seu cachorro e palpita na sua vida? Acha que pode só porque é da família, e se essa pessoa soubesse que não tem um décimo da intimidade que ACHA que tem?!
Então, você está saindo de casa, avista um carro conhecido estacionando, são eles, os parentes inconvenientes (por que eles estão sempre sorrindo?), descendo do carro proclamam a famosa frase “Viemos fazer uma visitinha.”, você engole a seco e trata de colocar um sorriso no rosto.
Crianças, bem, crianças já são inconvenientes sozinhas, para fechar o pacote vem com suas respectivas mães sem noção alguma! Quantas vezes você já teve que permitir que sua cama virasse um trocador de crianças cagonas? E quando a mãe diz “Posso deixá-lo aqui? Ele é bonzinho, não incomoda J”, seu pensamento grita em sua mente “NÃO, não pode! Incomoda sim! Se ele sentar no capacho do lado de fora da porta ainda vai incomodar!”, você é tomado pela razão e responde “Claro.”. Ou quando a mãe sem noção aparece na sua casa sexta-feira á noite dizendo que a tia avó do chefe da prima de segundo grau do marido da vizinha faleceu que ela precisa ir ao velório e não tem com quem deixar o pentelho, ela estrategicamente sai correndo para que você não tenha tempo de dizer “não”, ela só volta para buscá-lo domingo, na mesma hora em que despejou a criança na sua porta, caso você tivesse tempo diria: “Você que pariu VOCÊ que cuide!” J
Você passou o dia inteiro lambendo a imensa mesa de vidro que comprou no dia anterior, está todo orgulhoso por deixá-la sem nenhuma digital, então chega à criança, com a mão inteira melada de sei lá o que, e o que ela faz? Mete sua mão gorda e imunda na mesa que você passou o dia esfregando!  A mãe sorri e diz que o filho é uma graça.
E quando você sede sua cama para o parente dormir? Ou divide quarto com o parente que ronca como um caminhão?
Sem contar que quando os parentes não estão torrando a paciência estão pedindo favores.
Parentes, melhor não tê-los.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Mentira: um vício


Uma pesquisa feita há oito anos, revelou que os seres humanos contam uma mentira a cada quinze segundos. (particularmente acho exagero)
Já nascemos ouvindo mentiras: Papai Noel, coelho da páscoa, fada dos dentes, o homem do saco preto, cegonha, entre outras.
Há quem precise mentir para ganhara a vida, um advogado, por exemplo, como também há quem viva uma mentira. Não dizer a verdade é humano, sendo feita algumas vezes para o bem de quem amamos ou para nosso bem. Mentir é preciso e nem sempre é errado, o que não é certo é cultivar uma vida de mentiras.
Um psicopata é um exímio mentiroso, existe outra doença envolvendo a ‘falta de legitimidade’: o mentiroso compulsivo. As pessoas que sofrem dessa doença simplesmente mentem a respeito de tudo, todas as vezes que há a possibilidade de faltar com a verdade o mentiroso compulsivo ataca, mentem o que precisam e principalmente o que não precisam.
Não podemos nunca acreditar em um apalavra que saia da boca de um mentiroso compulsivo, pois até para falar a verdade ele mente. Uma necessidade sem fundamento de ser falso 24hs por dia, ele nunca está onde diz que está nunca esteve onde disse, e não conhece quem mencionou conhecer.
Conviver com alguém assim é muito doloroso, mexe com a sua confiança, palavra essa que é a causa de vários corações partidos e problemas familiares.
O mentiroso compulsivo sempre afirma que a mentira foi contada para o bem do ouvinte e que nunca mais vai acontecer, essa promessa é tão patética e hipócrita. ( na minha opinião qualquer promessa feita se trata de uma mentira)
A mentira machuca, existe uma frase clichê que se enquadra nesse contexto: “prefira a verdade por mais dolorosa que seja, dói de uma vez só”.
Contar uma mentira é fácil, sustentar uma mentira é trabalhoso. As pessoas que mentem, pensam que tornam a vida mais fácil e esse é um grande engano.
Aquilo que começa mal termina mal. A mentira também é considerada forma de traição e o individuo traído pode vir a desenvolver reações perigosas.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A história se repete, sempre se repete

Com certeza você se identificará com um dos personagens que o texto a seguir apresentará ou provavelmente já viu de perto isso acontecer.


Em todas as turmas há os tipos: bonitões, nerds, excluídos, esportivos, patys, rockeiros, etc... Então a gordinha da sala se apaixona pelo bonitão popular, ela se aproxima dos amigos dele, é m longo e árduo caminho, até que por fim torna-se ‘amiga’ do objeto desejado. Ele é o Sol e também o ar que ela respira, sua vida só tem sentido porque ELE EXISTE, ela guarda a água dele, leva bala e afins só porque ele gosta, até comprou uma caixinha do grafite que ele usa o 0,7 para caso um dia fosse necessário, ela compra todos os dias um pacotinho de amendoim – mesmo sendo alérgica – mas ele ama essas bolinhas salgadas. Ela ri das piadas sem graça que ele conta. E quando ele sorri... Ah! Quando ele sorri, o mundo se enche de graça.
Ela está sempre apostos para ser útil em qualquer situação que ele precise, é por causa dele que ela acorda cedo e vai para a aula, quando ele falta tudo fica sem graça, é como um grande vazio que nunca seria preenchido, o dia se perde e as horas não passam.
Para ele, ela é uma boa companhia e no máximo uma boa amiga. Como todo bom homem, ele não percebe que ela suspira as inicias do nome dele e provavelmente na ultima folha do caderno o nome dela está escrito junto ao dele, seguido de um “para sempre” e do lado um coração. Ela pesquisou as bandas que ele gosta e os programas de TV, para que eles surpreendentemente tivessem ‘coisas em comum’ e esse fosse o motivo pelo qual os dois devessem procriar.
A gordinha acha que tem condições... Se ele não fosse o carinha mais cobiçado do Colégio... Quem sabe.
No auge dos devaneios que o sorriso  dele causou, entra ela: a bruxa, a vadia, a piranha, a ladra de namorados, e todos os adjetivos ruins que existem, ela rouba a atenção que o bonitão dava a gordinha quase que por dó, seus olhos murcham e passam pelo menos cinco maneiras criativas de matar a sua ‘concorrente’ pela cabeça, porem a melhor estratégia no momento é se enturmar na conversa.
Eis que o pior acontece, ele pede a ‘Maria qualquer uma’ em namoro, é hora de colocar em prática todas as teorias possíveis para separar o casal e de nada adianta, como ela poderia concorrer? A menina é bonita, interessante, tem um lindo corpo, é popular, todo mundo parece gostar dela.
Com mais garra ela foca no objetivo, tenta passar por cima de toda dor que esse ‘namorico sem fundamento’ causa, não deixa uma lágrima escorrer em publico, se consola dizendo a si mesma “É passageiro!”. Enquanto não passa, ela fica o ouvindo suspirar pela namoradinha e como foi legal à tarde que passaram juntos.
Cada vez que o casal feliz surge, ela ignora a presença feminina, olha para os lados e para baixo, deixando ás vezes se levar pelo rosto angelical do amado e deixa transparecer seu amor.
Mesmo com tudo indo contra seu amor, ela possui boa parte de sua atenção, conforma-se em ser apenas amiga, porque é melhor tê-lo em sua vida dessa forma do que não tê-lo de forma alguma, ainda há esperança de que um dia ele reconheça tudo que foi feito em prol dele e que a única pessoa no mundo capaz de amá-lo verdadeiramente é ela. Todos os dias ela deliria com a seguinte cena: ‘ele percebe que a ‘Maria qualquer coisa’ não é boa o suficiente para ele, lembra-se de quem esteve ao seu lado o tempo todo e vai correndo ao seu encontro, (em câmera lenta) ele a beija sem que nenhuma palavra seja dita’.
Enquanto isso não acontece, todas as vezes que a dor fica insuportável e a consome por dentro, ela corre para o banheiro, se tranca na ultima cabine e chora.
Ele nunca vai amá-la e por mais que ela saiba disso a esperança não a deixa, mesmo que cultivar essa dor signifique matá-la um pouco por dia.

                                                      

domingo, 17 de outubro de 2010

freasecopiada

"No fundo sou sozinha. Hã verdades que nem a Deus eu contei. E nem a mim mesma. Sou um segredo fechado a sete chaves..."

Traição.


O que seria de fato uma traição? Nos relacionamentos, o trair físico pode ser entendido de várias formas diferentes causando uma grande confusão.
Os pontos de vista são realmente diversos, há quem entenda traição apenas quando há relação sexual, há quem veja um beijo como traição assim como há quem pense que se o parceiro souber da existência de uma terceira pessoa deixa de ser traição.
As maneiras de trair outrem são vastas, novamente envolvendo modo de pensar, uma promessa não cumprida, um segredo revelado, um abraço mais demorado, um toque, um apelido mais intimo, a falta de uma atitude...
Segundo psicólogos, a pessoa traída se sente humilhada, sente uma dor terrível e inexplicável, passa a não acreditar no mundo, a não acreditar no próximo, sofre conseqüências psicológicas irreversíveis e quando a ferida pára de sangrar, permanece uma cicatriz feia, grande e dolorosa, que lembrará a pessoa traída todos os dias sobre o fato ocorrido.
Os motivos que levam uma pessoa a trair são os mais diversos possíveis: desejo sexual, questões culturais, carência, insatisfação em relação a desejos e expectativas com o (a) parceiro (a), vingança, a busca pelo novo, o estímulo provocado pela sensação de perigo, ou mesmo de poder. "A idéia de posse existe em quase todas as relações estáveis e as cobranças de fidelidade são normais e aceitas pela sociedade."
Trata-se sem duvida de um assunto muito delicado. Segundo a ciência a traição é: “Traição, como forma de decepção ou repúdio da prévia suposição, é o rompimento ou violação do contrato social (verdade ou da confiança) que produz conflitos morais e psicológicos entre os relacionamentos individuais, entre organizações ou entre indivíduos e organizações.”
Existem também as definições jurídicas, lei militar, psicológica e popular.
A traição homem mulher se faz tão grave quanto à traição de amigo. Todos os tipos de traição levam o ser ao ceticismo, a humilhação, a dor a repudia.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A crise dos 35.


E então você para. Olha todos ao seu redor, aparentemente felizes, João abriu uma farmácia, Catarina trabalha com estética, Pedro cuida dos negócios do pai, Joana se formou em fisioterapia e trabalha em uma franquia de barraquinhas de cachorro quente.
Reunimos-nos e de vez em quando relembramos a adolescência, João queria ser engenheiro, Catarina era linda, queria ser modelo, Pedro queria ser piloto de avião, Joana queria ser medica, eu queria ser cantor de rock. Comentamos esses sonhos e os tratamos como sonhos de crianças, deixamos escapar um riso bem humorado para disfarçar a frustração de sermos na verdade adultos fracassados. O que aconteceu com nossos planos? Por que nos conformamos tão rápido com o rumo que nossas vidas tomaram?
Temos 35 anos, idade mais critica do que a adolescência; será mesmo que somos tão maduros quanto pensamos ser? Em cinco anos completaremos 40... Malditos números! Lembro-me que quando éramos jovens achávamos que 40 anos era tempo de mais, nos imaginávamos de bengala com essa idade, e todos os quarentões eram caretas de mais para nos compreenderem.
Você olha para a sua vida e percebe que não ficou tão rico, nem tão bonito, não ficou famoso e não se casou por amor, casou-se apenas porque estava com tanta pressa que não deu tempo de colocar a camisinha, e só você sabe o que isso e custou/custa.
Somos nós os caretas agora e o “nunca” chegou mais rápido do que pensávamos, nós que agora ouvimos as músicas do “século passado” e também ouvimos “Credo pai! Isso foi há mil anos...”, somos nós a chacota dos jovens.
A vida é tão curta, demoramos cerca de 35 anos para percebermos isso. Já é tarde para correr atrás dos sonhos... Já é tarde.
A responsabilidade que nos é cobrada consome o pouco tempo que ainda temos, quando tomamos conta a vida passou, dinheiro, comida, problemas... A vida passou e qualquer sonho agora é perca de tempo.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Rotina Urbana.


Era um dia como tantos. Cada qual concentrado em seu trabalho: pressa, estresse, a rua barulhenta, buzinas, freadas bruscas, vozes aleatórias, risadas...
A felicidade alheia é engraçada se observada de longe.
Foi quando aconteceu, não sei como, mas aconteceu. O tempo parou, as pessoas que corriam agora andavam sem pressa, era como assistir a cena de um filme em câmera lenta, os faróis dos carros, as luzes dos sinaleiros e os letreiros iluminado fundiram-se em uma única visão embaçada em preto e branco. Os barulhos misturaram-se, por mais intenso que havia sido segundos antes, agora se afastavam; sentia-me em uma redoma de vidro.
Senti lentamente, nas costas, uma perfuração, era gelado, os segundos passaram-se em horas. Encontrava-me sem ar e sem compreender a situação.
Pelas costas, escorria um liquido denso e quente, o quente contrastava com o gelo que me tomava a vida em segundos tão demorados. Caí de joelhos, olhei lentamente para baixo, tudo o que consegui ver foi sangue. Caída no chão, ainda vendo o mundo embaçado... Os carros continuavam a passar...

sábado, 9 de outubro de 2010

Desabafo de um vestibulando.


Nós sabíamos que não seria fácil, sabíamos que esse dia chegaria, parecia que não, que estava tão longe e não precisaríamos nos preocupar tão cedo, fomos dormir com 10 anos e acordamos no ano do vestibular, com responsabilidades que não estamos preparados para lidar, somos crianças posando de gente grande.
Vimos nossos irmãos, primos, amigos, vizinhos se descabelarem, chorarem e nos pedirem colo, por causa dos danos que o vestibular causou. Sofremos junto, vimos de perto a angustia, o medo, a insegurança... Desejávamos que nossa hora não se aproximasse.
Contra nossa vontade o tempo passou, o vestibular está aí, agora sentimos na nossa própria pele, quem agora não dorme somos nós_ atuais vestibulandos_ quando dormimos sonhamos com o Benedito, acordamos assustados de madrugada, pensando “E se...?”; os dias continuam passando e mais rápido do que gostaríamos.
O sonho está tão perto e tão longe... Ah! Se eu pudesse contar quantas vezes pensei em desistir. Família nessas horas não era para dar apoio?! E acabam sendo o maior motivo para que tenhamos vontade de “largar os bets”.
Todo vestibulando fica bipolar. Fato.
Dormimos, acordamos, jantamos e almoçamos VESTIBULAR, quando algum conhecido nos encontra nas poucas horas vagas que temos, o individuo quer conversar sobre o que?? VESTIBULAR! Não passa pela cabeça das pessoas que esse assunto nos arrepia da cabeça aos dedinhos dos pés?! Ás vezes, nós vestibulandos gostaríamos de esquecer por alguns minutos que sejam o tal cujo dito!
A primeira pergunta que nos fazem: “vai prestar pra que?”, até aí tudo bem, o problema é quando esse individuo começa “mas por que você não tenta isso ou aquilo?”, nossa resposta poderia ser: “porque desde criança eu tenho um sonho! E não é porque um Zé ninguém, sem importância alguma na minha vida vai dar um palpite que eu vou mudar meu sonho! Entendeu ou quer que eu desenhe?!”
LAMA! LAMA! LAMA!
E como diria Roberto Carlos: “ São tantas emoções...”

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Dias da semana


Digamos que 80% da população mundial têm sérios motivos para não gostarem da Segunda-feira. Nunca na história do planeta um diazinho foi tão odiado, praguejado, xingado...
Domingo ás 20horas o povo já começa a se despedir do fim de semana, toda a alegria e energia do curto período de tempo para descanso tem um pequeno prazo para ir embora, é culpa dela: A SEGUNDA-FEIRA! No Brasil, quando a abertura do Fantástico ameaça a tocar as visitas começam a se despedir, as crianças se aprontam para dormir e pensamos “O Domingo acabou...”; somos tomados por uma epidêmica depressão, que arrebata de Norte a Sul.
É na segunda-feira que as pessoas param de fumar, começam uma dieta, matriculam-se em academias ou cursos e aulas diversas... No fim do dia, estão todos muito entusiasmados com os novos hábitos adquiridos; hábitos esses que na terça-feira logo pela manhã são abandonados e esquecidos. É na terça-feira que o povo se conforma que a semana começou.
Quarta-feira... Esse é o dia da semana mais subjetivo, é o meio da semana, talvez seja por isso que haja promoções em quase todos os cinemas, e talvez seja por isso que os cursos (aqueles em que as pessoas se inscrevem na segunda-feira) ofereçam aulas segunda, quarta e sexta, e talvez seja por isso também que é dia de feira. Acredito que seja um bom dia para crises existências e deveria ser sempre nublado e chuvoso.
Quarta-feira é o dia em que a vida fica um pouco sem propósito. Se fosse para atacar e eliminar algum dia da semana que fosse esse.
A Quinta, é um bom dia, o esquenta do fim de semana, as pessoas começam a ficar de bom humor, há muito que fazer nesse dia; um happy hour depois do trabalho/colégio e afins é uma boa maneira de aproximar o fim de semana. O céu deveria sempre estar azul brigadeiro e sem nuvens.
Após uma longa espera, chega a SEXTA-FEIRA! Dia esse tão importante que até hino recebeu: “Hoje é sexta-feira, dia de cerveja...”; mais do que o esquenta, é praticamente o fim de semana. Casas noturnas, bares, cinemas... A programação é tão vasta que fica difícil decidir. FINALMENTE É SEXTA-FEIRA E NADA MAIS IMPORTA!
Sábado = ressaca! Um pouco menos importante que a tão gloriosa sexta-feira, porem sábado é sábado. Dá para ver o mundo girar, mas nada de ficar na cama, é um dia cheio: aniversário de criança ou idoso pela tarde, dia lindo lá fora, namorar, família, amigos, parques...
Quando a noite vai chegando é quase uma reprise de sexta: uma roupa bonita, bar, baladas, bebidas, mulheres/homens...
Domingo = RESSACA!
Dentre os canais “assistiveis” da TV aberta, todos apresentam as mesmas chatices domingueiras; ainda é possível de que os 80 canais da TV a cabo não apresente nada de interessante, na verdade, tanto faz mesmo, afinal a ressaca está braba. Um pouco mais de família, talvez amigos e namoricos, talvez beber, comer muito, banho e então soa a vinheta do Fantástico.

domingo, 3 de outubro de 2010

Humanos Torpes!

Cometer erros é humano, e que ninguém é perfeito já sabemos. Mas quão graves são/foram os erros alheios?
   Todos nós usamos máscaras para escondermos os erros, e o que seria um defeito para João não seria para Maria.
   Você já parou para pensar que aquele professor_ aparentemente descente e trabalhador_ pode maltratar o filho? Que o padeiro singelo e simpático pode bater em sua esposa? Que o senhor que se veste de Papai-Noel no fim do ano pode ser um pedófilo? Que o seu vizinho que faz caridade pode ser um assassino profissional?
   Até onde conseguimos maquiar os defeitos?
   Nunca saberemos quem é realmente a pessoa que está ao nosso lado.
   Atores de ótima formação, cenas muito bem ensaiadas, máscaras bem postas, maquiagem bem passada.
Quando bem entendo, e para conforto pessoal, gosto de crer que um dia a justiça será feita, o vento derrubará as mascaras, a chuva limpará a maquiagem, críticos bem treinados perceberão a falha de uma cena bem ensaiada e que será exigido diploma de formação.

A privação.

  Não prive as crianças dos erros, pois errando elas aprenderão. Não as prive de quebrarem louças, não as prive da “moda do momento”, não prive as crianças de serem crianças.
   E quando a hora chegar, não prive seu filho adolescente de ir ao boteco sujo com os amigos e tomar seu primeiro porre. Por mais que ele se torne alcoólatra e vá beber todos os dias no mesmo boteco, jamais seria como a primeira vez com a
 galera. Não prive os adolescentes dos perigos e encantos da noite, não os repreenda quando seus dias de rebeldia chegarem, instrua-os com amor e permita que seu filho cometa erros, não o prive das lembrança que o tempo não apagará; sexo drogas e Rock’n Roll fazem parte. Não prive um adolescente de ser adolescente. Esse será o tempo em que surgirão as estórias que serão contadas aos seus netos, é essa a juventude que se tem e que vai embora antes que possamos perceber.
   Não repreenda seu filho pelas roupas que ele escolheu, ao exigir perfeição, ele errará muitas vezes e o jeito com que você lidará com esses erros pode definir quem seu filho será.
Ele chegará em casa tarde e bêbado, não o prive disso. Ele passará por momentos difíceis, seja compreensivo; você não é feliz 24 horas por dia, não espere que ele seja.
   Talvez você ganhe um neto antes do esperado, talvez ele seja gay, talvez ele seja músico, dançarino ou ator.
   A maneira a qual seus pais agiram com você não é desculpa para o que você faz com seu filho.
   Deixe-o viajar, sonhar, criar, desejar, amar, errar, sofrer...
   Permita que ele seja ele mesmo! Não o prive do dia nem da noite, você o cria para a vida, e não para si.
   Não prive um adolescente da vida, que pode ser tão doce e tão amarga ao mesmo tempo.
   E lembre-se: você já fez tudo isso.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

.-.-.-.


Existem erros que não posso perdoar, mentiras que não consigo esquecer, dores que não sou capaz de suportar. As pernas fraquejam, o coração acelera a tal ponto que em meio a todos os barulhos do mundo meu coração ferido e enfurecido é tudo o que ouço.
Nessas situações questionamos: “cadê Deus?” “por que eu, porque comigo?”; perguntas essas que são cuspidas com lágrimas, desespero e muita dor.
A morte é tão doce e sedutora... Ela chega quando estamos só, acaricia nossos cabelos, afaga nossos rostos, oferece-nos um colo e soluções para os problemas que pensamos estarem perdidos, age como uma mãe carinhosa, por fim oferece-nos seu beijo; um beijo doce, calmante, anestésico e letal.
Pouco a pouco meu coração que antes era repleto de bondade, amor e pureza, vai se fechando, já está tão ferido e ensangüentado... Um coração de gelo que não comporta qualquer outro sentimento que não seja a dor.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A dor que tua ausência me causa.

Sinto cada vez menos a tua presença, dei-me conta de que já passou um ano.
Sua falta me faz sangrar repetidamente, dia após dia, causando uma dor que não cessa.
Entendo sua recente partida como uma libertação e não como esquecimento, você não pode me esquecer, não a mim, não eu que tanto te amei!
Mesmo que nenhuma palavra tenha sido dita, nossos olhos fizeram a promessa de que nossas almas estariam juntas para sempre.
Há um ano derramo as lágrimas mais ásperas que um ser pode possuir, cada gota representa uma súplica de saudade e desespero. Vazio.
Lembra, meu amor, quando nossos olhos pairavam sob um mesmo plano e olhos nos olhos, nossas almas eram nítidas um ao outro?
De olhos fechados quase consigo te sentir, seu calor, sua respiração... No entanto ao abrir os olhos encontro-me só, apenas com o delírio de te ter mais uma vez. Não tire isso de mim, é a maior prova de que você esteve aqui.
Foi amor, foi puro, foi verdadeiro, foi e é. Não me abandones mais uma vez, já é difícil o suficiente ter que prosseguir sem sua presença física, não mande sua alma para longe, longe de mim. Desde que você se foi, me restaram poucas ou nenhuma certeza; a sua alma pertence a mim, não tens o direito de levá-la, é só o que tenho. É tudo que possuo.

sábado, 18 de setembro de 2010

T-E-M-P-O


Tenho imensa saudade de um tempo que não me pertenceu, de um luxo que não desfrutei; recordo coisas que não vivi.
Do tempo em que não havia eletricidade; a querosene dos lampiões escurecia as paredes. Que saudade tenho disso, os banhos no inverno eram desconfortáveis, a medicina era precária e morria-se aos 40 anos, a vida era um pouco tediosa e o sexo desconfortável por causa da pele de coelho, era isso ou povoar o município de fazendas.
Os dias eram mais longos, a vida era quase sem propósito, a aventura que conhecíamos era um grande amor proibido. Nascíamos, crescíamos um pouco, então nossos pais faziam um acordo com outra família: casamento; crescíamos mais um pouco, escola, Igreja e lições de como ser uma boa esposa. Casávamos e reproduzíamos.
Com a falta do que fazer surgiu a Inquisição, afinal, a vida precisava de mistérios e ação. Qualquer ato incomum era considerado bruxaria, e muitos atos eram considerados suspeitos. A falta do que fazer também era um clima propício para fofocas, que sempre eram iniciadas pelo grupo de mulheres viciadas em Igreja.
A Igreja manipulava as informações que seriam repassadas ao povo (e cá para nós, não era melhor assim?! Não tínhamos preocupações, a vida resumia-se em nosso vilarejo), quanto mais ignorante o povo melhor para a Igreja.
O direito da mulher aos estudos exigiu muita luta. Saímos vitoriosas!                                       
À céu aberto tudo era pecado, à quatro paredes éramos os pecadores que mais mereciam o inferno.
 A vida era tão simples. Procurávamos problemas onde não existiam, só para passar o tempo.
Não sangrar na noite de núpcias era uma desonra a família, com direito a morte. Essa era a parte ruim, assim como o desconforto da carroça.
Ser nobre significava não fazer esforços físicos e não tomar sol, essas condições tornavam a vida ainda mais tediosa. Sem obrigações domésticas...
Os bailes eram mais freqüentes, os vestidos belíssimos; sinto falta dos espartilhos, emolduravam a cintura, dançávamos todos iguais.
Respeitar aos mais velhos era lei, quando jovens éramos contrários a muitas atitudes que tomavam e relação a nós, quando chegávamos à idade deles compreendíamos que tudo fora para nosso bem.
São essas coisas que me fazem falta... Uma vida simples, sem correrias.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

"Eu te amo"



Amor é mais do que parece ser, mais do que uma palavra de quatro letras, para alguns até um sentimento, amor é mais do que ilusão, um pseudo-sentimento, define-se em uma mentira bem contada.
Quando ouvires “eu te amo”, fujas! Não sabes o perigo da expressão... Muitos não sabem, os que sabem usam como uma arma, usam para atacar, machucar, destruir, manipular; é um(a) incalculável covarde aquele(a) que usa tal (falso) sentimento de má fé.
São letras, trata-se de uma frase mecanizada, usada com segundas intenções, lançar tal frase é como envenenar alguém com cicuta fingindo ser um doce, deliciar-se enquanto vagarosamente morre-se de amor.
“Eu te amo”  traz consigo uma mensagem subliminar que se não ou mal interpretada resulta em graves conseqüências, “eu te amo” é uma forma cruel de dizer: “gosto muito de você no momento mas vou falhar, quando você mais precisar não estarei lá, não segurarei sua mão, não enxugarei suas lagrimas, não direi palavras doces, prometerei ser para sempre e quando você fechar os olhos ou virar as costas irei embora sem ao menos me importar com o que vai pensar”.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Ponto de Vista.


Raul Seixas escreveu uma musica cujo titulo é “A maçã”, ele revela seu modo de encarar amor e fidelidade, Raul Seixas mostra-se contra a monogamia quando diz: “... como posso te privar da beleza de deitar?”, assim permitindo que sua esposa pudesse ter um relacionamento extraconjugal, caso ela não quisesse, ficava avisada de que ele o faria sem peso na consciência.
Esse não é um modo exclusivo de Raul Seixas de pensar, existem em vários lugares do mundo comunidades poligâmicas, onde apenas o homem tem o direito de ter  outras mulheres.
A questão não é a poligamia ou a fidelidade, mas sim os diferentes modos de compreender a vida e quantos problemas surgem com o choque de idéias tão diferentes; a Palestina (território disputado por Judeus e Muçulmanos por questões religiosas) seria um bom exemplo.
É provável que também existissem problemas caso todos pensassem igual; o ideal seria uma maleabilidade dos dois (ou mais) lado, infelizmente falar em mundo ideal é quase piada.
 Quão infeliz pode ser uma pessoa submetida a idéias contrarias as suas, não podendo fazer nada para mudar a situação, seja um filho sob as rígidas regras de um pai, ou um povo submetido a ditadura de um governador.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Hasteando Bandeira Branca


Começou assim por causa de uma sala de vídeo.
As pessoas que conhecemos e que passaram pela nossa vida determinam em uma porcentagem muito grande quem seremos/somos. Pelo menos comigo foi assim.
Aprendemos juntas, crescemos (emocionalmente) juntas, descobrimos a vida juntas, foi na transição de criança para mocinha, digamos assim.
Não tenho vergonha em dizer, em postar esse texto, sinceramente não vejo motivo algum para vergonha.
Guardo no coração as boas recordações, risadas, conversas sem noções, consolações, medos mútuos, inseguranças, companheirismo, a amizade, o trabalho de escola da sétima série em que fizemos uma propaganda "a la Polishop" e a sacada do meu apartamento.
Quatros anos... Quatro anos de aprendizagem.
O tempo passou erros e acertos, diferentes pontos de vista e mais risadas; talvez risadas não tão leves mas ainda sim momentos alegres.
A vida sozinha não é coerente, assim como o tempo, a morte e as pessoas, então vieram todos eles combinados: tempo, pessoas, vida e morte; a morte é dolorosa, de imediato nunca a compreendemos, porém morte também significa renovação.
Os quatro elementos combinados intervieram, deixaram tudo de cabeça para baixo, e como a morte, dor, saudade, revolta... O tempo passa, e superamos uma perda, não esquecemos, mas superamos, nos reerguemos e tocamos a vida com um novo sorriso no rosto. Um sorriso mais experiente.
Acabou no tempo em que tinha que acabar, acabou a tempo de sobreviver o respeito e a tolerância, morte também é renovação.
Guardo as fotos, as recordações, as risadas e as coisas de crianças, as lembranças ruins queimei e joguei ao mar.
Esse texto é para que UMA pessoa entenda.
Publicamente peço desculpas pelos eventuais erros. Obrigada por me ensinar, por ter passado pela minha vida, por não ter rancor, devo a você um grande feito em minha vida, um gesto seu que mudou minha vida permanentemente e eu jamais poderia “odiar”, guardar rancor de alguém que fez isso por mim.
Obrigada. Obrigada. Obrigada.
A sua jornada, desejo sorte.

Para M. L.           (nome abreviado para não expor a pessoa em questão)

sábado, 4 de setembro de 2010

Passos pesados.

Passos pesados e vagarosos, um passo a mais significava um passo a menos. A angústia de estar cada vez mais perto era quase tão grande quanto a de ainda estar tão longe.
O corredor era extenso, silencioso e branco, muito iluminado, os zumbidos das lâmpadas frias eram de dar nos nervos; vez em quando se escutava uma sucessão de “tocs tocs”, som de mais passos pesados e vagarosos.
De minuto em minuto, pensava na vaga idéia de mudar o sentido, direção e velocidade dos passos. Naquele momento era apenas um corpo em movimento; a expressão estava vazia, o ar tornou-se denso, dava sensação de frio, mesmo tratando-se de uma noite de verão, as mãos frias e molhadas.
É de fato incrível em quantas coisas a mente humana é capaz de pensar em apenas um segundo, o psicológico faz os ponteiros do relógio correrem e esquecerem-se de completar uma volta ao mesmo tempo, torna-se uma tortura, batalhas sem vencedores.
Faltavam somente alguns passos, a respiração perdeu o ritmo, a mão trêmula esticou-se contra vontade para girar a maçaneta... Sem saber o que aconteceria e como aconteceria. De olhos fechados a coragem chegou tímida. A porta foi aberta, e do lado de dentro estavam todos de pé, com expressões sérias; ficou nítido que ninguém sabia lidar com a situação, o silencio que sucedeu após a abertura da porta praticamente gritava por uma explicação plausível. Uma sirene ao longe quebrou o silêncio, interrompendo a exigência que o mesmo fazia; sucessões de “tocs tocs” agora cada vez mais rápidos pesaram o clima, os olhos de todos que ali estavam pousaram alarmados sobre a protagonista. Lágrimas escorreram caladas e vagarosas pelo rosto branco e delicado.
Quanto mais tempo se passava, mais chances eram desperdiçadas, chances que não voltariam e tempo que não poderia ser recuperado.
Já completava três dias sem noticias, bombardeios de descobertas que não fariam nenhum pai feliz; a duplicidade foi a forma que encontrou para encarar a vida.
Ela pensara em tudo. Escreveu, em seus papeis cor-de-rosa com desenhos infantis, contando onde esteve e descrevendo sua personalidade até então desconhecida por quase todos, nunca fora a filha desejada; explicações questionáveis agora já não importavam mais. Só se sabe a dor de perder um filho quem possui um. Assim fora sua vida, só compreendia quem acompanhava a dor, o medo, as noites em claro...
E foi assim, com lágrimas silenciosas, o ar denso e todos a olhando, em um movimento meticuloso, sacou uma arma da bolsa empoeirada, sem responder a nenhuma pergunta, sem citar uma palavra, apontou para sua cabeça, bem atrás da orelha e antes que qualquer um pudesse ao menos entender o que acontecia puxou o gatilho.
Instantes antes havia pensado em deixar seu rosto intacto, para que lágrimas ensaiadas pudessem escorrer sobre seu cadáver.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Cotas.


Em um passado (não tão distante assim), por todo o mundo, quem possuía algum poder aquisitivo, possuía empregados/escravos que em sua maioria eram negros.
Chegava-se ao ponto de importarem negros, geralmente para trabalhar em fazendas_ sem remuneração_ praticamente sem alimento, recebendo apenas um lugar para pouso.
As mulheres negras eram obrigadas a deitarem-se com o fazendeiro quando o mesmo bem entendesse; eram as escravas negras, quem muitas vezes, amamentavam os filhos dos patrões. Os filhos de escravos eram brutalmente arrancados dos braços das mães e vendidos a outras fazendas.
Os negros, ao não realizarem uma tarefa adequadamente eram chicoteados até sangrarem ou eram espancados apenas para deleite dos Senhores. Eram tratados como animais, como raça inferior. Essa estória repetiu-se por anos a fio, até que em 13 de Maio de 1888, uma mulher. Princesa Isabel, conseguiu a Abolição da Escravatura (Lei Áurea) após muita luta.
Com esse triste episodio de tortura aos negros, surgiu o racismo, até os dias atuais há quem veja os negros como “raça inferior”. Devido a esses fatos, a sociedade, reconhecendo o negro como ser humano e derrubando a idéia de “raça”, tenta devolver a dignidade negra criando o sistema de cotas raciais, a idéia de negro como raça inferior ainda existe, com isso os negros praticamente não tem condições de um bom estudo. Acredita-se que um dia_ o dia em que os negros igualarem-se socialmente aos brancos_ o sistema de cotas não será mais preciso.
Muitas pessoas dizem-se contra ou a favor das cotas sem ao menos saber do que exatamente se trata.
Porem, os Judeus sofreram tanto quanto os negros ou mai, sendo perseguidos pelos alemães, sendo espancados e não tinham nem o direito de existir, “lei” imposta pelos Nazistas, e nunca ouvimos falar em “cotas para Judeus”.
A sociedade deveria “devolver a dignidade” de todas as pessoas que em algum momento sofreram algum tipo de preconceito: crianças sem pai, obesos, gays, prostitutas, pessoas presas por engano, ECT.
Viva a Democracia!

domingo, 22 de agosto de 2010

Aprende-se.



Nada foi em vão. Aprendi com o tempo, com pessoas e principalmente com a dor. O jeito mais eficaz de aprender. Nem sempre aprendi da melhor forma.
Aprendi _ por mais inútil que tenha sido_ que as ondas vem em seqüência de três.
Com o Victor, aprendi que a vida pede por loucuras de vez em quando e que não se deve levar tudo tão a sério. A E. me ensinou _via decepção_ que temos que valorizar apenas a quem nos valoriza. A Thais me ensinou que caso uma amiga precise, devemos sentar com ela no chão de um banheiro sujo e permanecer lá até acalmá-la. A Lyene me ensinou a ser uma pessoa melhor. O Leonardo me ensinou a fazer sanduíche de queijo com orégano. O Gabriel, esse me ensinou muito _via dor.
Aprende-se com o tempo que ninguém é confiável e que amor é sinônimo de utopia.
Amei quem hoje desprezo. Desprezei quem hoje amo. Desprezei, amei e desprezei de novo a mesma pessoa. (essa foi pra você E.)
O fato é que nada é em vão, até “perdendo tempo” aprende-se. As pessoas ensinam muito, positiva ou negativamente. Por isso sou grata, a cada pessoa que passou pela minha vida, direta ou indiretamente, e um “obrigada” especial ás pessoas que odiei e o sentimento era recíproco.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Como crianças...

Corremos, não porque estávamos com pressa, não para pegarmos o ônibus, não porque íamos a algum lugar, corremos como crianças, só porque nos deu uma vontade súbita de correr. Enquanto corríamos, ele segurava minha mão_ me senti tão segura e feliz_ não parávamos de rir. As pessoas nos olhavam, e para ser bem franca, eu queria mesmo que olhassem que vissem o quão feliz eu estava.
Senti uma liberdade e uma felicidade que não se explica.
Corri para lugar nenhum sem motivo algum.
Invejaram nossa felicidade, nossa leveza, nossa liberdade.
Parecíamos duas crianças descobrindo a vida.
Estávamos felizes só porque corremos. E correr com ele me transmite uma paz inigualável.
Esse episódio lembrou-me o verão desse ano. Molhamos-nos com a chuva por quatro dias seguidos, fechei meu guarda-chuva de baixo de um temporal e deixei me molhar. Quando a chuva parou pulávamos nas poças como crianças, só que dessa vez sem culpa, sem medo. A sensação de correr foi quase a mesma de pular nas poças. Mais uma vez, ele ao meu lado, me fazendo feliz.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Assim ele é.

Ele é assim. Carente, faz de tudo para chamar atenção, principalmente mentir.
Ele diz que sofre, no fundo penso que ele gosta da dor, faz pensar que ser assim as pessoas darão a tão esperada atenção, ele só não sabe que é a paixão pelo padecer que me afasta. Estaria disposta a segurar à mão dele caso a dor não fosse uma desculpa tola.
Suicídio, vida sem sentido, cortar os pulsos, tudo isso o define bem. Ele ainda não aprendeu que ser feliz depende de nós, é só querer, não entendo a vantagem que ele vê em chorar.
Ainda uma criança, não aceita que precisa amadurecer.
Pensa que a vida é um rascunho. Não tenho o dom de destruir contos de fadas, mas será preciso.
Às vezes pensa ser um super herói...
Diz desistir das pessoas e mais uma vez mente. Não sei quem ele é não sei como funciona sua cabeça. Derrubou um cristal fino e raro no chão e quase sem ver sapateou em cima. Até hoje procura os caquinhos para tentar colar, pedaços grandes derreteram em meio ao fogo do inferno e ele jamais encontrará.
Ele é uma criança que tenta ser homem. E por vezes falha.
Um menino que precisa de uma mãe, que precisa de um pai.
Precisa aprender o que pode e o que não pode. Não é bom em interpretação, precisa que lhe digam claramente.
Por muitas vezes faz graça, por outras ofende a pessoas com a intimidade que pensa possuir.
Um ser humano em evolução.
Uma criança que precisa ser carregada no colo...
Alguém descobrindo a vida.

.

Hoje o sol resolveu não sair
Minha vontade era continuar a dormir
Porém o relógio me despertou
E em um toque a cidade acordou

Não é porque o sol não nasceu que eu não vou acordar
Não é porque o tempo parou que eu vou parar
Não porque a lua não apareceu que eu não vou sonhar
Não é porque você me deixou que eu vou deixar de te amar

E assim tive que acordar
Para viver um novo dia
Sem o sol, sem você sem a melodia
E o tempo chuvoso parece me acompanhar

Quero voltar a ter um lugar
Onde seja possível avistar
O sol namorando o luar
E você seja capaz de me amar

Não é porque o tempo passa que eu amadureço
Não é porque não luto que tenho medo
Não é porque te amo que nunca te esquecerei
Não porque está chovendo que irei me molhar


Por Iuri Siqueira

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O frio interno.

Não me sai da cabeça aquela cena, meus olhos vermelhos de raiva, seus olhos vermelhos de um choro mal fingido; por mais que suas lágrimas fossem falsas, eu sabia que você estava machucado no fundo da alma. Eu escondia um sorriso malicioso de felicidade por perceber a dor que minha raiva te causava.
Aos poucos meus olhos voltavam à cor normal, minha expressão fria se deliciava com seu desespero aumentando ao perceber que já não me importava mais.
Meus olhos não encaram mais os seus não com o mesmo amor, carinho e paixão que inundavam minha vida, minha mente voa para longe, para outro tempo, as lembranças espetam meu coração, faço delas uma fortaleza para encarar a vida sem fantasia.
Não há palavra que justifique, não há atitude que amenize o que foi feito, foi feito e isso não mudará. É a parte negra do seu passado, tatuado na alma, uma ferida eterna, que infelizmente não é só você que carrega.
Sangramos em função da mesma ferida, e o estranho é que te ver sangrar me faz rir_ porem não conforta. Está marcado, está gravado... Para sempre existirá: eu, você e o erro cometido.
Obrigada por destruir meus sonhos e mostrar que a vida não é piedosa.

domingo, 15 de agosto de 2010

Nublado.



Ás vezes me sinto em um filme antigo, preto e branco, a idéia de estar presa em uma caixa para sempre, invejando as pessoas que transitam livremente do lado de fora, e podem enxergar as cores da natureza, apreciar uma rosa vermelha e outra amarela...
De repente as nuvens escondem meu sol, o dia fica nublado, começa a chover, e pega a todos desprevenidos, caem gotinhas gélidas, concentramo-nos apenas no choque que as gotas frias causam em contato com nossa pele quente.
Quando tudo fica nublado, é difícil de enxergar as cores da natureza, apenas o céu fica cinza, mas para nós é como se todo o resto perdesse suas cores; as arvores continuam verdes e floridas, porem, quando chove, tomamos tanto cuidado para não escorregarmos que acabamos sem olhar para os lados.
É possível ver a beleza perante um dia gélido e cinzento? Há vida em meio às cinzas?
A chuva fria e o vento que sopra, esfriam nossas peles pouco a pouco... Vagarosamente, por ordem natural, o órgão que nos mantém vivos, esfria no mesmo ritmo, deitamo-nos no chão, e já não importa se está frio ou não, sentimos a alma congelar e esperamos sem pressa que não haja vida naquilo que nos mantém coloridos.
E... Naquele dia choveu.


foto by: Eduardo Gotardelo

sábado, 14 de agosto de 2010

Por Gabriel Garcia para mim... ♥

"menina complicada
muda de humor facilmente
tenta esconder o que sente
diz sempre que esta tudo bem
mesmo que não esteja
tenta não me magoar com seus sentimentos
não me contando
ainda não entendeu
que é isso que magoa
menina boba,
linda
e muito complicada
você pode achar impossível
mas eu te amo assim
do seu jeito.
é difícil, quase impossível
te entender
mais ainda assim eu tento
quem sabe assim eu possa te fazer feliz
quem sabe assim
mesmo com raiva,
triste
ou magoada
você possa dizer que me ama
sem eu precisar pedir
ou qualquer coisa assim
eu te amo

Gabriel Garcia Mello

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Aqui.

Aqui onde o tempo se mostra eterno
Meu coração bate de vagar
Com o receio de perder-te

Aqui onde meus pensamentos pertencem a ti
Quase não consigo respirar
Pois o medo de perder-te me sufoca

Aqui onde tenho que sorrir
Escondo lágrimas pesadas

Aqui onde já tenho duvidas sobre o amor
O medo de perder-te
Desespera meu ser

Aqui onde a dor e o medo tomaram conta
Bate um coração
Que esconde ser negro

Aqui onde o meu ser só existe em você.



Por J.Fernandes para G. Garcia

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Tempo Bom.

Era bom o tempo em que eu não tinha tantas obrigações, quando eu ainda sonhava, acreditava nas pessoas, estudava por puro prazer e meu maior problema era quando um menino não queria namorar comigo.
O tempo em que o vovô de cabelo branco me erguia lá no alto, e me fazer feliz era tão simples que quase não tinha graça.
Até medo do escuro era bom, no tempo em que tudo era bom; quebrar um copo e morrer de medo da bronca, correr atrás do cachorro que fugia com uma expressão invejável de liberdade, abraçá-lo com força e acreditar que ele seria mais feliz do lado de dentro do portão.
O céu era mais azul, um azul lindo que trazia uma paz interior que não se explica, dá saudade do tempo em que eu abria um sorriso só porque fazia sol.
Saudade das noites sem dormir, esperando o natal, páscoa, aniversário, dia das crianças...
Que delicia era comer um polenguinho às três horas da tarde, andar em cima do muro, brincar com outras crianças, fazer de conta e acreditar no faz de conta como se acredita em promessa de pai e mãe.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

A mulher, a menina e ele.

Ele era bonito, falava bem, se vestia bem, cheirava bem e dava arrepios quando sussurrava ao pé do ouvido. Ele era tudo o que elas queriam.
Quando ele passava os olhos da menina brilhavam feito dia de Natal, a mulher por sua vez fazia que não o via.
Ao primeiro toque a menina amoleceu, a mulher se encolheu. Ao primeiro beijo a menina se entregou, a mulher desconsiderou.
A menina se entregou e fez planos, sonhou... Sonhos de menina, ela sentia saudade e ansiava pelas 18horas, igual criança anseia pela meia-noite na véspera de aniversario.
A mulher nem se importava, se ele fosse ou não tanto fazia, ela não estava lá por ele.
O coração da menina acelerava, ela sorria, falava e falava; a menina para ele já não tinha mais graça, foi só mais uma, e foi tão fácil que ele já nem se importava, ele se divertiu, sua missão estava cumprida.
A mulher se desfazia ao Maximo que podia. Agora, para ele, a meta era conquistar a mulher, para depois descarta - lá como tantas outras; ele só não esperava que essa mulher não se entregava, não se apaixonava...
Em uma certa esquina os três destinos se cruzaram, a menina, a mulher e ele, tinha também uma loira peituda que agora mudaria todo o rumo da historia.
Ele, aos beijos com a loira, de um lado a menina do outro lado a mulher, a menina ao se deparar com a cena se encolheu e chorou, a mulher sorriu e pensou “foi só mais um otário”.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Conto de fadas contemporâneo.

Era uma vez uma moça feia, gorda e pobre, que não tinha condições de ter um bom estudo.
Gezebel Greyci, acreditava que um dia um homem lindo, cheiroso, educado, rico, fiel e completamente apaixonado chegaria em um cavalo branco premiado e a levaria para morar com ele em um esplendido castelo, que ele a tornaria rainha, eles teriam filhos, ela seria uma boa mãe e jamais precisaria trabalhar, comeria bem, beberia bem, vestiria roupas caríssimas, faria plásticas, lipoaspiração e alisamento definitivo.
Gezebel Greyci sentava-se na frente do barraco de duas peças que morava e esperava o príncipe chegar...
Esperou... Esperou... Esperou...
Todo mundo que passava por ali a humilhava, ela era motivo de piada na comunidade em que morava, mas não importava o que as pessoas falassem, Gezebel Greyci acreditava que sua hora de brilhar chegaria.
Eis que após onze anos de longa espera, Gezebel Greyci no auge de seus vinte e sete anos ainda esperava pelo príncipe.
Fazia muito frio aquele dia, muito triste e decepcionada após tantos anos de espera, ela concluiu que seus métodos não estavam sendo bem sucedidos, então decide tentar o método da Bela Adormecida.
Ao se levantar ela avista um homem loiro, de pele muito clara, muito bem vestido indo a sua direção, o coração de Gezebel Greyci acelera, ela começa a suar, o moço parecia um anjo iluminado, ele para na frente dela, ela é tomada por um êxtase tão grande que não consegue ter nenhuma reação racional, seu único pensamento é: “Meu dia chegou!”.
O moço com cara de anjo cujo nome era Miguel, estende a mão para Gezebel e com uma voz calma e terna diz:
_ Te pago cinco reais para empurrar minha Mercedes que atolou na lama.
Gezebel Greyci levanta-se e ajuda o moço por cinco reais, depois que o carro é desatolado, ela fica imóvel vendo o carro partir até sumir no horizonte.
Alguns dias depois ela vira prostituta, passa a usar drogas, contrai AIDS e no ano seguinte falece por overdose.
Ela nunca foi amada como sonhou, não enriqueceu, não ficou bonita, não teve cabelo liso e não viveu feliz para sempre. Teve uma vida bem diferente das historias de princesa que escutava quando era criança.


Eis a vida como ela é.

FIM.

domingo, 8 de agosto de 2010

Cebola.



Eu gostaria de saber o que há de errado em não gostar de cebola! Tem gente que não gosta de feijão, de macarrão, banana... Mas nós que não suportamos cebola somos condenados.
A cebola é ácida, tem um cheiro ruim, nos deixa com mau hálito e ainda por cima tem um gosto ruim!
E SEMPRE tem as famosas frases “mas nem aparece” “não dá para sentir o gosto” “está bem picadinha” “nem dá para ver” “cortei grandinha para você poder tirar”... Então devemos concluir que as cebolas só perseguem quem não gostam delas?!
Sim, porque as pessoas dizem “no meu não tem cebola”, ou temos uma visão mais apurada do qualquer pessoa que come cebola, ou devemos considerar a hipótese da ‘vingança da cebola’, pois apenas de bater os olhos rapidamente no prato avistamos um bilhão de cebolas nojentas.
E para os desinformados, existe alergia a cebola, aparece uma espécie de uma ver ruguinha nos dedos das mãos ou nas solas dos pés e isso dói como se fosse um caquinho de vidro minúsculo preso de baixo da pele.
Apenas nós sabemos quanto sofremos quando somos convidados para comer na casa de alguém e o prato principal é algo nojento entupido de cebola, quando ficamos 10 minutos explicando pro carinha do cachorro quente que queremos molho sem cebola, quando pedimos um sanduíche e temos que nos certificar de que não tem cebola, e quando pedimos algo sem cebola, mas a estúpida da garçonete não escuta, perdemos horas separando a cebola da comida e às vezes até deixamos de comer, passamos vergonha fuçando a comida e abrindo o sanduíche para nos certificarmos que não há cebola.
Sofremos com o preconceito!
E é bom que as pessoas saibam que não adianta só tirar a cebola, a acidez fica na comida.
Nós podemos escolher o presidente do nosso país, podemos escolher a cor e o modelo dos nossos carros, podemos até escolher o nome dos nossos filhos e não podemos pedir comida sem cebola.
Quando eu achava que lutava sozinha por esta causa me deparei com milhões de pessoas que compartilham da minha aversão, e para nos compreender e apoiar surgiu o Burger King, sim, eles fazem do nosso jeito!

Culpa da Thais.

Há algum tempo, resolvi colocar no papel tudo o que me revoltava.
Minha amiga Thais, sempre elogiou meus textos (lembrando que opinião não se discute), encorajando-me a escrever mais e a publicar, eis o que estou fazendo.
Amiga essa a que devo muito e agradeço por ter tido a oportunidade de conhecer e conviver.
Obrigada por tudo amiga, eu amo você.