terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A Hipocrisia do Natal


Pergunte a uma criança o que ela entende por Natal, certamente ela responderá algo relacionado a presentes. Para mais quantas pessoas Natal significa só ‘presente’?  Aposto que para muitas, infelizmente.
Estou em dúvida se fico totalmente indignada com as pessoas que resolvem fazer algo de bom apenas e somente em Dezembro, por causa daquela coisa de ‘espírito natalino’ ou se eu fico até feliz porque pelo menos uma vez por ano alguém faz o bem.
Odeio o Natal. É tudo falso. Decoração falsa. Sorrisos falsos. Abraços falsos. Caridade falsa. Bondade falsa. Neve falsa, e pelo amor de Deus, no Brasil é verão!
Digo-lhes uma coisa, há crianças durante 365 dias passando fome e não apenas 31 dias do ultimo mês do ano.
Enquanto você abre seu vídeo-game de ultima geração, ali, do lado de fora, há uma criança que daria um braço por meio pão velho.
Ao invés de cear com a família comendo do bom e do melhor, eu preferia estar distribuindo comida na madrugada para quem não tem uma migalha, ao invés de receber presentes que uma semana depois têm como destino o lixo, eu preferia estar na companhia de crianças carentes fazendo-as sorrir e mostrando-lhes o que é Natal, ao invés de ter que abraçar parentes que me destroem pelas costas, eu preferia estar fazendo o bem para alguém que realmente precise.
É isso que você vai ensinar aos seus filhos?

domingo, 5 de dezembro de 2010

CAMILA BITTENCOURT ♥


Talvez alguns aqui saibam quão confortável é encontrar alguém que compartilhe das suas idéias mais polemicas. Eu encontrei, e achava que no mundo inteirinho apenas eu me revoltava com certos comportamentos humanos.
Estamos construindo uma grande amizade, repleta de respeito e admiração mútuos. *-*
Ah! Dona Mila, eu adoro você. E ser sua amiga é uma grande honra.
Obrigada por me compreender ou tentar e obrigada por existir.
Saiba que eu estou aqui, para ouvir, aconselhar (não que meus conselhos sejam lá alguma coisa), para criticar, conversar, rir, cometer atrocidades com crianças (6), fazer sopas esdrúxulas, arrumar suas fotos, tietar seu blog, opinar, me revoltar com você, para mudar o mundo... Enfim, precisando é só chamar.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Adolescencia

Ser adolescente é assim: é ser incostante, exagerado e intenso.
Quando damos para amar colocamos na cabeça que é para sempre. Quando damos a odiar... Sai de baixo. Um mix de sentimentos. Ser adolescente é como uma mulher na TPM, em apenas um dia: choramos, rimos, amamos, odiamos... E ás vezes esses sentimentos variam em questão de minutos.
Mas gostaria de falar da complexidade dos amores adolescentes. A maioria de nós, acha que vai passar o resto da vida com seu primeiro amor, e essa vontade, essa paixão é tão gostosa de sentir. É como se a unica coisa no mundo inteirinho da qual precisassemos fosse só aquela pessoa. A alegria que ESSA pessoa nos causa, a saudade tão dolorida. Ah... É tão bom. O sentimento de que o mundo vai acabar. Borboletas no estômago.
Não esquecemos nosso primeiro amor e também não esquecemos a dor do primeiro amor.
Quando termina, sentimos uma dor muito sólida, desejamos morrer, choramos litros e litros, quantas noites sem dormir, quantos dias trancafiados em casa sem vontade de sair, sem vontade de comer.
Quando alguém nos diz que vai passar, geralmente pensamos "Ela não sabe de nada, qem sofre sou eu, não ela, é muito fácil dizer que vai passar". A verdade é que passa, e ás vezes passa mais rápido do que poderiamos imaginar e já estamos prontos para outro amor, mais um amor verdadeiro e eterno. Nada que nos digam em nossa nostalgia nos fariam perceber que há nexo nesses conselhos que desprezamos, porque em nós dói, dói de verdade, e vai doer mais dez, quinze, vinte vezes, até que possamos aprender. Essa dor é nessária, é essa dor que nos faz crescer, aprender e em poucos meses olhamos para o passado e nos sentimos idiotas por termos chorado por aquela pessoa, por ter acreditado que era amor e que seria para sempre.
Ser adolescente é uma dádiva. É engraçado como tudo vira motivo para um estresse básico.
A expectativa de um amor...
Ficamos, nos apaixamos, esperamos que vire namoro, quanta ansiedade!
A espera de um telefonema, uma menssagem, um toquezinho, um sinal.
Doce adolescencia.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Só tragédia ^^


Era uma vez uma princesa, cuja família era muito rica, porém, seus pais não desejavam uma filha, queriam gozar de toda a fortuna sem incomodo. A menina cresceu criada pelos empregados, que a tratavam com muito amor, mas ainda não era o suficiente. Ela queria ter um pai e uma mãe.
Quando a princesinha atingiu certa idade, seus pais lhe disseram que ela só herdaria o dinheiro caso trabalhasse e mostrasse que poderia viver sozinha.  Apesar de serem pais ausentes, eles a amavam e queriam que ela pudesse se sustentar sozinha caso um dia algo terrível acontecesse com o tão estimado dinheiro.
De acordo com a lei do menor aprendiz, a princesinha começou a estagiar em uma casa de costura aos catorze anos.
Enquanto seus pais viajavam, ela trabalhava, cuidava do Castelo e arrumava seu próprio quarto e toda semana ela recebia um chaveiro de lembrancinha. (¬¬)
Tudo ia bem! Eis que ela passa a despertar a inveja de suas coleguinhas de trabalho. A menina mais feia, má e invejosa, contava a sua mãe todos os dias que a princesa costurava melhor do que ela, era mais bela do que ela, era mais independente do que ela e que era uma PRINCESA! (Oooohhhh) A mãe da invejosinha mirim, tão ou mais invejosa do que a própria filha, mancomunou-se com a Bruxa de plantão para bolarem um plano infalivelmente maléfico para destruir a princesinha. Elas tentaram enfeitiçar uma agulha, mas depois da Bela Adormecida as agulhas passaram a vir com um protetor de feitiços de fábrica, elas pensaram em envenenar uma maçã, mas não era original. Então deixaram o tempo passar e encontrariam a forma perfeita (e original) de acabar com a princesa. Por algumas vezes quase que desistiram de fazer mal a inofensiva princesa, afinal, ela já era fudida mesmo. A Bruxa dominava o tráfico de entorpecentes da região; começaram então um plano para acusar a princesa de porte ilegal de cocaína. Original, maléfico e fail! Não deu certo.
Em um belo dia, um certo avião da TAM despenca, esse fato não mudaria a história, caso os pais da princesa não estivessem á bordo.
E a cada dia que passava, ficava mais difícil ferrar a princesinha, isso já acontecia naturalmente. O núcleo de vilões da historia resolveu apelar para o clichê, afinal, deu certo tantas outras vezes. Contratou um modelo, lindo, loiro, olhos azuis, essas coisas... Prometeram um bom dinheiro para que ele conquistasse a princesa e depois pisasse em seu coraçãozinho.
- E aí, princesa, vem sempre aqui?
- Saí fora bonitão. Da fruta que você gosta eu como até o caroço!
E por essa o núcleo malvado não esperava. Uma princesa GAY! (OMG!)
A cada dia que passava ficava mais difícil de fazer mal a princesa.
A Bruxa comprou a casa de costura, na qual a princesa estagiava, e ofereceu-lhe um cargo permanente, só precisava de uma assinatura. A princesa, inocente assinou sem ler, (crianças, nunca façam isso) na verdade o que ela assinara fora um documento dizendo que doava de livre e espontânea vontade TODO seu dinheiro para a Bruxa, mas o cargo de costureira ainda podia ficar com a princesa.
A princesa se empenhou, trabalhou duro, juntou uma grana massa e pagou uma faculdade. Formou-se em moda, criou uma grife para princesas desamparadas e estava ganhando muito dinheiro. Em sua profissão, conheceu várias mulheres, fez sexo com muitas delas, pegou uma DST aí e fiou bichada.
Quando descobriu a doença entrou em depressão, passou a usar drogas e um pouco mais tarde descobriu câncer de mama, retirou a mama esquerda e ficou careca.
Encontrou, no meio dessa confusão o amor de sua vida, a mulher que esteve ao seu lado quando nada ia bem, sua amiga de infância, a filha da cozinheira. Apaixonaram-se.
A filha da cozinheira cuidou com muito amor e dedicação da princesa falida, chegando até a curar seus enfermos. Tudo ia bem novamente.
Em mais um belo dia, a princesa resolveu fazer uma noite especial para sua amada, uma noite mais caliente, passou em um sexshop comprou brinquedinhos, comprou flores, comprou chocolate...
Estava toda feliz indo para casa. Quando chega em casa vai direto a cozinha buscar uma cerveja e se depara com sua amada fazendo sexo em cima do fogão com o modelo que tentou conquistá-la em uns parágrafos a cima.
Um mês depois a princesa falece.

NO dinheiro, NO felicidade, NO for ever!

FIM!